segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Sophia de Mello Breyner

De Sophia de Mello Breyner

" pertenço à raça daqueles que percorrem o labirinto,
sem jamais perderem o fio do linho da palavra"


Tenso estes dois versos como inspiração, foi solicitado aos alunos que escrevessem um poema.

Deixo aqui um exemplo




Rima Interna

Foi solicitado aos alunos que escrevessem um poema com a técnica da "Rima Interna"

Deixo aqui alguns dos exemplos



Pedro e Inês

Foi lido na aula a lenda do amor de Pedro e Inês e foi solicitado aos alunos que escrevessem sobre o mesmo.

Deixo aqui um desses poemas


Poesia

Foi solicitado aos alunos que escrevessem sobre o que a Poesia representa para os mesmos.

Deixo aqui um desses poemas


NATAL/ANO NOVO

Foi solicitado no fim do passado ano lectivo que os alunos trouxessem um poema que falasse sobre o Natal/Ano Novo.

Deixo-vos um desses poemas,


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Início do ano lectivo

Bom dia a todos,

Sejam bem vindos a um novo ano lectivo!

Conto convosco para um ano recheado de muita poesia...

Poesia é colocar em papel tudo o que nos rodeia, sejam imagens, sons, cheiros, estados de espírito...enfim, tudo o que desperta emoção, seja ela qual for...

Vamos trabalhar não só a técnica e autores, mas essencialmente a capacidade de escrita e de improviso perante algo que nos desperta...

Até já

Linda

Improviso

Nem só de chuva 
se tece a nuvem 
nem só de evento 
se inventa o vento. 

Nem só de fala 
se engendra o grito 
nem só de fome 
prospera o trigo. 

Nem só de raiva 
arde a metáfora 
nem só de enigmas 
se enfeita o nada. 

Nem só de parca 
o céu nos singra 
nem só de pão 
se morre à míngua 

Nem só de pégaso 
escapa o seio 
para essa concha 
partida ao meio. 

Francisco de Oliveira Carvalho, in 'As Verdes Léguas'
Fonte: http://www.citador.pt/poemas/improviso-francisco-de-oliveira-carvalho


domingo, 13 de maio de 2018

Fábula

Lancei o desafio aos alunos, para que escrevessem uma Fábula de forma poética...

O que será que aí vem?  ;)
Foi solicitado aos alunos que trouxessem poemas sobre o tema "mãe"

Bastava...,um olhar
Um braço a acenar
um jeito de dizer
uma alegria esfusiante
um beijo como um espumante
para eu saber
que tu estavas aí,
para me ouvires e compreender,
Em cada choro
em cada abraço
em cada passo
em cada caída
em cada subida
na alegria do teu regaço,
E bastava...um poema
e aquela cena
que punhas em pé...
Que tinhas visto na revista
no teatro na conquista
num cinema
num complicado esquema
da tua criatividade e fantasia,
afastando a monotonia
da habitual fofoca do dia a dia
em emoções de corações
de gargalhadas sonoras
de comunhões a todas as horas
num espaço que não era só teu.
Era vivo, partilhado e aconteceu
tudo em nós...
Que somos agora a tua voz
a tua seiva, a energia e o fervor.
E o tanto que tiraste de ti
e deixaste em mim,
Obrigada meu amor!


Por anna netto

A Verdade da palavra

Foi solicitado aos alunos que lessem um poema da minha autoria e que após essa leitura que em grupos de dois, escrevessem uma quadra cada um(a). Entretanto que trocassem entre si a mesma e que construíssem um poema, iniciando com a referida quadra.

Deixo aqui um exemplo:

Palavras leva-as o vento
algumas são verdadeiras
outras até as invento
não passam de brincadeiras

Vinhas com falinhas mansas
prometendo que não me davas
na vida mais sofrimento
Alimentavas-me as esperanças
Mas, cada vez que falavas...
Palavras, levam-nas o vento!

Agias com tal maldade
Que fico sem saber quando
Eram palavras certeiras
entre tanta falsidade
Inda me estou perguntando
Se algumas são verdadeiras

Palavras, palavras, palavras...
Palavras p'ra tudo e p'ra nada,
Nem sei porque me lamento
Se também uso as palavras
Para te trazer enganada.
Outras, atá as invento

De mentir, não estou isento,
Pois sei que muito preferem
Palavras, ditas, brejeiras
Por isso estas que invento
São mentiras que não ferem.
Não passam de brincadeiras!

Por, António Alberto





Poemas Livres

O Sem Tecto

O Sonho alinhavado de projecto,
Mais a subsistência e sobrevivência;
São a exacta fortuna dos Sem Tecto;
Do Sem Abrigo a constante vivência.

Já fossilizados, já insubmisso;
Sem retrocesso, às costas da má sorte,
Do seu vão protesto e do seu enguiço,
Vai existindo, sem regras, sem porte.

A navegar na fome e na imundice,
Pródigo em avanços e arrecuas;
No lixo à pesca do pão; que nojice!

Roto, doente, ferido nas ruas,
Às sobras sociais já putrefactas;
Às pestes infecciosas inatas...

Por, Elmano






domingo, 18 de março de 2018

Poemas livres

Foi solicitado aos alunos que dissessem um tema, sobre o qual gostassem de escrever, que lhes desse prazer...

Claro que praticamente todos disseram que dependia do estado de espírito, pois quem escreve poesia escreve sentimentos, emoções...
Por isto, deixei-os completamente à vontade para escreverem um poema totalmente livre. Livre de temas e técnicas.

Irei colocar aqui os que gostei mais, como sempre tenho feito :)
Até à próxima actualização!!

Balada

Foi solicitado aos alunos que criassem uma Balada, o que todos criaram.

O meu amoroso olhar

Toda a vez que ela passava
Risonha sempre indiferente
Sem dar conta ela ficava
Presa na minha mente
E então se caminhava
Com seu provocante olhar
Consigo sempre levava
O meu amoroso olhar

O seu cabelo enfeitava
Com uma flor bem cheirosa
Oh meu Deus, como eu gostava
De vê-la assim tão formosa
E o perfume que emanava
Ali ficava a pairar
Enquanto ela levava
O meu amoroso olhar

Quantas vezes eu pensava
Quão doce seria o beijo
Que aquela boca beijava
Bem menos que o meu desejo
Que tanto me atormentava
Nem sequer posso lembrar
Que ela de mim só levava
O meu amoroso olhar

Um dia já eu lá estava
Pronto p'ra me declarar...
Esperei, esperei ela tardava a (desisti pois só cansava)
O meu amoroso olhar!

Por, António Alberto

Écloga

Foi solicitado aos alunos que criassem um Écloga

No verde prado florido
Que alegra a vista e o ouvido
Passeiam ovelhas e pastores
Em versos, música e amores

A noite é bordada de estrelas
E a terra é cheia de aromas
Descansa a doce fantasia
Derramando cores e magia

Um mar de flores
Em furiosa ventania
Alivia meus lamentos, minhas doces

E a mansa brisa em seus rumores
Enche prados e campos, murmura:
- É terra de amores...

Por, Fátima Silva

Elegía

Foi solicitado aos alunos um poema (Elegía) mas que tentassem elaborá-lo como um soneto (desafio)

Todos aceitaram o desafio :)

Todas as vidas têm um primavera,
Onde brotam, mais ou menos cuidada
Crendo que o futuro, é risonha esfera
Onde cada uma pode orbitar abraçada

Mas o tempo, sem tempo...é só o momento
E sorrateiramente roubou-te vigor e brilho
Geraste filhos, a quem deste, sem lamento
E hábil, a vida moldou-te com seu espartilho

Paraste por minutos, e sentiste rugas de velho
Desvendaste a mudança que se operou em ti
A juventude esfumou-se, confirma o espelho

Hoje, sentes-te corpo fraco e apisionado
De onde se escapa a liberdade de sonhar
Mas és ainda, o melhor colo onde fui embalado.

Por, Virgínia Santos

Poesia Lírica

Foi facultado aos alunos uma imagem e que escrevessem uma quadra baseada na mesma. Depois, que escrevessem um poema lírico (Sentimentos e emoções) em que este se iniciasse com a dita quadra...

O Sonho

Sossega coração, bate devagar.
Não corras contra a corrente,
Bate, bate, simplesmente,
Cavalo alado a sonhar

Castelo de luz no céu a brilhar.
Cega-te os olhos o amor ardente
Mas é ilusão, pura ilusão somente
Talvez miragem do teu olhar.

Amor assim é primavera
Com mistérios de aurora boreal,
Ditam os deuses: nada se altera.

Acorda coração, cai na vida real.
O amor existe, não é uma quimera
Mas não é dado a qualquer mortal.

De, Conceição Limão

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

2018

Recebi há pouco este poema de Carlos Drummond  de Andrade através de um amigo e resolvi partilhar. Não conhecia e gostei muito.

Um Santo Natal e que 2018 nos receba a TODOS de braços abertos, com muita alegria, saúde, paz e humanidade...

REINAUGURAÇÃO
Entre o gasto Dezembro e o florido Janeiro,
entre a desmitificação e a expectativa,
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.
Nossa idade – velho ou moço – pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza, a exacta
beleza que vem dos gestos espontâneos
e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas em redor se derretem e somem
como nuvens errantes no universo estável.
Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos olhos gulosos
a um sol diferente que nos acorda para os
descobrimentos.
Esta é a magia do tempo.
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.
Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1.º de Janeiro

e desenvolve na luz o seu frágil projecto de felicidade

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Imagens

Foram distribuídas imagens aleatórias aos alunos, tendo estes que elaborar um quarteto em aula, baseado na imagem escolhida. Após a leitura dos seus quartetos, foi-lhes facultado um tema para cada um e teriam de elaborar um Soneto Inglês que é constituído por 3 quartetos  na rima AbAb e um dístico/par em que o primeiro quarteto seria o efectuado na aula.

Deixo aqui alguns exemplos:

Ser

Nas suas mãos repousa
a luz que havia no meu ser
ele abrir as mãos não ousa
para entre elas a reter

A luz era a minha personalidade
aquilo que me movia dia-a-dia
era ele que a retinha com ansiedade
pois para todo o sempre a queria

Sabendo que eu a queria de volta
fingiu não perceber a pretensão
não queria que eu andasse solta
e a tal proibia qualquer alusão

De tanto a querer e me querer
acabou, evidentemente por me perder.

Por, Fernanda Matias


Crescer

Em equilíbrio precário
Desafiando o destino
Assim é o meu fadário
Desde os tempos de menino

Como um perfeito aramista
Lá fui guiando os meus passos
Muitas vezes pessimista
mesmo assim criei os  meus laços

Porém não tive o cuidado
Ao pôr a rede de protecção
E acabei estatelado
Sem saber, no meio do chão

Com isso pude aprender
Que o errar nos faz crescer.

Por, António Alberto


Paz

Nas Tuas mãos...a esplendorosa Luz
Na face, o transparecer da serenidade
No coração o perdão que vem da cruz
Acende em nós a chama da eternidade

A Tua voz ecoa no íntimo do meu ser
De tão pequena, confundo os sentimentos
por Deus queria tanto Contigo aprender
Mas envolve-me os descontentamentos

No embaraço sempre a deslaçar da maldade
Que contra mim joga e vem sem a desejar
Cruel é a vida com esta absurda realidade
Mas nunca vou deixar de sentir e acreditar

Porque o que fazes de mal só a ti prejudica
Porque a grandiosa Paz...só em mim...fica

Por, anna netto


Tercetos

Foi solicitado aos alunos que elaborassem um poema feito com 8 tercetos mas dentro da estrutura de um organigrama (Um desafio) em que o tema fossem os próprios .

Deixo aqui imagens dos trabalhos dos três alunos que fizeram um esforço por colocar os tercetos, realmente num organigrama (Embora tal não fosse obrigatório...)







Sophia de Mello Breyner

De Sophia de Mello Breyner " pertenço à raça daqueles que percorrem o labirinto, sem jamais perderem o fio do linho da palavra"...