terça-feira, 3 de março de 2015

TPC - Mulher/Mãe

Enche-me o peito
o sorriso
da minha Mãe
e não consigo estar triste
porque a sinto cá dentro
a sorrir
com aqueles olhos
banhados de ternura
e amor
olhando-me
maravilhados
como de quem tinha
uma visão,
como de quem via
o mundo inteito
no meu sorriso.

Por, Rui Chaves

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

TPC - Poema baseado na foto "Tempestade"

O céu escurece
E o dia entristece
Montes e Vales
Vestem-se de negro
Dando sinal
Da proximidade de vendaval.

O céu e o luar
Cantam o medo
E o vento que corre
Já chora, já berra
E as ondas selvagens
Que mudas e cegas
Matam nesse dia
São bestas, medonhas
Que arrastam consigo
Dor e melancolia.

Mas, eis que de repente
Um arco luzente
Surge cheio de cores
E o céu se ilumina
E a orquestra silencia
Passa a tocar uma doce melodia
E as ondas do luar
Bailam em harmonia
Embaladas pela brisa
Que as acaricia.

Por, Fátima Silva

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

TPC - Trovas

Lírica

Voa voa ò Albatroz
Sobre este imenso oceano
Sobe ao céu, sobe veloz
E traz-me a inspiração de Elmano


Filosófica

Se vives num pedestal
Sem olhar quem sofre e chora
Podes crer que sem demora
Vais sofrer do mesmo mal

Descritiva

Lá vai a Rosa Maria
Lavar a roupa ao ribeiro
Gela as mãos lavando a farda
do seu amor marinheiro

Humorística

Certo careca numa sombra
Dormia repousada sesta
Veio uma inocente pomba
Defecar-lhe na careca

Por, António Alberto

domingo, 21 de dezembro de 2014

TPC - Natal

Natal

Não tenhas medo
Que ainda é cedo
O grito que ouviste
Não é de Jesus
Que há-de morrer na cruz.
É de um menino qualquer
Que não queres conhecer.
Está prestes a morrer
Mas não é problema teu
Porque o menino Jesus
Ainda não nasceu.
O menino que grita
É que se enganou
Gritou antes do tempo
Não esperou pelo Natal
Que tem data certa
E que só desperta
Com o menino Jesus
O tal da cruz
Que vem cheio de uma luz
Que logo se apaga
Porque ao menino que grita
Ninguém afaga

De, Rui Chaves

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

TPC - Poema/Texto Narrativo

Vagueando sozinha pela multidão
que invadia as ruas,
resolvi entrar na catedral
onde tudo seria mais calmo.
Na realidade, como tudo era diferente...
respirava conosco a indiferença
do século passado.

Depois de algum tempo,
tateando por ali todo aquele silêncio,
reparei nos típicos cubículos católicos
onde alguém "escutava",
escutaria a voz de outro alguém
e à beira de um deles,
ajoelhava-se uma rapariga
que alheia a tudo o resto
segredava num murmúrio
suas orações.

Saí cá para fora,
o Sol desaparecera,
os pombos recolhiam aos ninhos.
Rios de gente via as montras,
e eu já cansada resolvi sentar-me
num banco de jardim
e adormeci...


De, Idalece

Epopeia

Falámos sobre o género "Epopeia" e a título de desafio, foi solicitado aos alunos que tentassem fazer uma Epopeia com o máximo de ...