O vizinho do 303
De manhã cedinho
Sai para o trabalho
Vai ganhar o pão
Para o seu ranchinho
À tarde tarde lá vem ele
Sempre bem disposto
Vai até à horta
Trabalhar com gosto
Chega já de noite
Eu admirada fico
Tanto ele trabalha
O vizinho Chico!
Pai de 4 filhos
Homem de sensatez
Este é o meu vizinho
Que mora no 303!
Por, Luciana Rocha
domingo, 6 de dezembro de 2015
TPC - Títulos de Revista
Espírito Livre
Quando chegas como o vento
Aos céus do meu pensamento:
Sou aquele suspirar
que me faz recordar
as coisas boas da vida
onde devo e posso chegar
sem me preocupar em voar
Sou a voz que duvida
A dizer-me que a vida
em noites de tormenta
é um sonho que se inventa
difícil de respirar
e complicado de explicar.
Sou um espírito livre
que não se deixa aprisionar
vivendo cada dia
com o seu livre pensar
Por, Fátima Silva
Sexy
Nos seus saltos altos
dança a caminhar
a alma em percalços
o corpo bandolim a tocar
Olhos negros quase choram
pensando no seu amor
pássaros alados onde moram
a esperança e o fervor
Caminhos da minha cidade
cuidai-a, tem pouca idade
desencantos, tristeza e dores
rosa rubra mal de amores
Por, Filomena Lopes
Quando chegas como o vento
Aos céus do meu pensamento:
Sou aquele suspirar
que me faz recordar
as coisas boas da vida
onde devo e posso chegar
sem me preocupar em voar
Sou a voz que duvida
A dizer-me que a vida
em noites de tormenta
é um sonho que se inventa
difícil de respirar
e complicado de explicar.
Sou um espírito livre
que não se deixa aprisionar
vivendo cada dia
com o seu livre pensar
Por, Fátima Silva
Sexy
Nos seus saltos altos
dança a caminhar
a alma em percalços
o corpo bandolim a tocar
Olhos negros quase choram
pensando no seu amor
pássaros alados onde moram
a esperança e o fervor
Caminhos da minha cidade
cuidai-a, tem pouca idade
desencantos, tristeza e dores
rosa rubra mal de amores
Por, Filomena Lopes
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Foto/paisagem
O desafio era que se imaginassem na paisagem que lhes foi entregue de modo a escreverem um poema onde descrevessem o que sentiam...
Neve
O manto branco cobre a terra
emprestando-lhe o frio de todos os invernos
Eu, sigo a cerca...
e olho as cores que o sol generoso deixou
ficar no céu
Adivinho já perto, a vida que espera
para ressurgir da terra
Em mim, desejos de Primavera
surgem na alva beleza que a neve aprisiona
Dentro de casa, a esperança persiste e
insiste...
Fecho os olhos, imagino o verde salpicado
de cores
que sem cerimónia, por toda a parte
reinará!
Por, Rosa Miranda
Neve
O manto branco cobre a terra
emprestando-lhe o frio de todos os invernos
Eu, sigo a cerca...
e olho as cores que o sol generoso deixou
ficar no céu
Adivinho já perto, a vida que espera
para ressurgir da terra
Em mim, desejos de Primavera
surgem na alva beleza que a neve aprisiona
Dentro de casa, a esperança persiste e
insiste...
Fecho os olhos, imagino o verde salpicado
de cores
que sem cerimónia, por toda a parte
reinará!
Por, Rosa Miranda
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
TPC - Crítica ao mundo de hoje
Foi solicitado aos alunos que escrevessem uma crítica sobre o mundo de hoje, podia ser um Poema/Prosa/Texto. Como era um trabalho "livre", todos os apresentados foram bons, no entanto deixo aqui os que gostei em particular...
"Refugiados"
Pelos meus olhos
passam rostos sombrios
sem sol, sem lua.
Almas despojadas de tudo
Golpeadas pela seta
da guerra, da fome
Vejo, crianças sem brincar
Com cansaço no olhar
E sem berço para as embalar
E inocentes, a chorar
Sofrendo a indiferença
de quem não quer ajudar.
Vejo gente...
Sem céu, sem ninho.
Levadas como os ventos
caminham, e continuam sem parar
Na poeira, de uma estrada sem fim
Quase sem ar para respirar
E, nas sombras da madrugada
só querem entretanto,
Encontrar uma morada
Um abrigo, um encanto.
Por, Fátima Silva
Queixumes em "ais
Com telenovelas e centros comerciais
Se papam os tolos e outros que tais
Com notícias sensacionais nos jornais
Embarcamos no egoísmo esquecendo os demais.
Com promessas falsas nos enganais
Esgotam-se os créditos e os cabedais,
Alienados vão-se então os dedais
Desemprego e angústia são coisas reais.
Da ganância à guerra, é sofrimento a mais!
Pessoas e povos com crueldade desalojais.
A consciência, essa não a acordais.
Onde foram parar os valores morais?
E enquanto uns aos outros vos injuriais
União em prol do bem comum, é que não pensais.
Com demagogias nos ludibriais
E nós caladinhos que nem pardais!
E enquanto uns aos outros culpas deitais
E vos atacais como chacais
Há ainda quem lute pelos ideais
E diga: Já chega amigos, isto é demais!
Já não se pode com tantos "ais!
Por, Maria de Lurdes Louro
"Refugiados"
Pelos meus olhos
passam rostos sombrios
sem sol, sem lua.
Almas despojadas de tudo
Golpeadas pela seta
da guerra, da fome
Vejo, crianças sem brincar
Com cansaço no olhar
E sem berço para as embalar
E inocentes, a chorar
Sofrendo a indiferença
de quem não quer ajudar.
Vejo gente...
Sem céu, sem ninho.
Levadas como os ventos
caminham, e continuam sem parar
Na poeira, de uma estrada sem fim
Quase sem ar para respirar
E, nas sombras da madrugada
só querem entretanto,
Encontrar uma morada
Um abrigo, um encanto.
Por, Fátima Silva
Queixumes em "ais
Com telenovelas e centros comerciais
Se papam os tolos e outros que tais
Com notícias sensacionais nos jornais
Embarcamos no egoísmo esquecendo os demais.
Com promessas falsas nos enganais
Esgotam-se os créditos e os cabedais,
Alienados vão-se então os dedais
Desemprego e angústia são coisas reais.
Da ganância à guerra, é sofrimento a mais!
Pessoas e povos com crueldade desalojais.
A consciência, essa não a acordais.
Onde foram parar os valores morais?
E enquanto uns aos outros vos injuriais
União em prol do bem comum, é que não pensais.
Com demagogias nos ludibriais
E nós caladinhos que nem pardais!
E enquanto uns aos outros culpas deitais
E vos atacais como chacais
Há ainda quem lute pelos ideais
E diga: Já chega amigos, isto é demais!
Já não se pode com tantos "ais!
Por, Maria de Lurdes Louro
TPC - Foto do Alpinista
Foi entregue uma foto aos alunos e solicitado que escrevessem na aula algo sobre o que aquela foto lhes despertava. Depois de concretizado o desafio, foi-lhes solicitado que lessem o que tinham escrito e que o levassem para casa, de modo a que escrevessem uma resposta contrária ao mesmo.
1º
O risco
é um petisco
do audaz.
Cada um faz
ou não faz
e escolhe
o seu caminho.
Agarra-o
com a força da alma
e se acalma
na imensidão de infinito
rasgando com um grito
o silêncio de sua escolha,
na decisão que é só sua
testemunha de carácter e vontade
quase tocando a lua
invadindo a felicidade.
Resposta
O medo
é o espelho
do incapaz.
Cada um faz
ou não faz
e escolhe o seu caminho.
Deixa-o
desfolhado de si próprio
e não se acalma
na imensidão de infinito
rasgando com um grito
o silêncio da sua escolha,
bolha picada na decisão que é só sua
nua de carácter e de vontade
rastejando no chão da adversidade
aproximando-se da morte
sem glória.
Por Anna Netto
1º
O risco
é um petisco
do audaz.
Cada um faz
ou não faz
e escolhe
o seu caminho.
Agarra-o
com a força da alma
e se acalma
na imensidão de infinito
rasgando com um grito
o silêncio de sua escolha,
na decisão que é só sua
testemunha de carácter e vontade
quase tocando a lua
invadindo a felicidade.
Resposta
O medo
é o espelho
do incapaz.
Cada um faz
ou não faz
e escolhe o seu caminho.
Deixa-o
desfolhado de si próprio
e não se acalma
na imensidão de infinito
rasgando com um grito
o silêncio da sua escolha,
bolha picada na decisão que é só sua
nua de carácter e de vontade
rastejando no chão da adversidade
aproximando-se da morte
sem glória.
Por Anna Netto
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