Interpretação de poemas de Gabriela Mistral:
Cegueira ou Luz?
Criança que queres viver e ser
E não chegas sequer a crescer!
Mundo cruel ao teu sofrer é indiferente
Cala-te e torna-te cada vez mais impotente.
Os seres celestes enviam mensagens
Em criativas e subtis imagens
Mas os seres humanos, alheios não se tocam
Calam bem fundo as vozes que incomodam!
É um rogo sem resposta e inoperante
Destes seres andantes em expetativa intrigante
Viajam nos sonhos em farrapos e alucinose:
Romperá a luz a anestesia da hipnose?
Humanidade imatura, adormecida, sem ensejo
Cada um por si, cego, roubando sem pejo
Ao seu semelhante a nobreza inerente
E que farei Eu? Seguirei a corrente?
Por, Maria de Lurdes Louro
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