quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Miguel Torga

Miguel Torga nasceu em 1907 em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa Trás os Montes, aldeia onde cresceu e que o havia de marcar para toda a vida. De nome Adolfo Correia da Rocha, adoptou o pseudónimo de Miguel Torga (torga é o nome dado à urze campestre que sobrevive nas fragas das montanhas, com raízes muito duras infiltradas por entre as rochas). 

Depois de uma breve estadia no Porto, frequentou apenas por um ano, o seminário em Lamego. Em 1920 partiu para o Brasil, onde foi recebido na fazenda de um tio. Regressou depois a Portugal acompanhado do tio, que se prontificou a custear lhe os estudos em Coimbra. Em apenas três anos fez o curso do liceu, matriculando se a seguir na Faculdade de Medicina, onde terminou o curso em 1933. Exerceu a profissão na terra natal, passou por Miranda do Corvo, mas foi em Coimbra que alguns anos mais tarde acabou por se fixar."Atordoado na meninice e escravizado na adolescência, só agora podia renascer ao pé de cada rebento, correr a par de cada ribeiro, voar ao lado de cada ave", pouco sociável, mitigou a solidão rodeando se de livros. Foi logo após ter entrado para a universidade, que deu início à sua obra literária, com os livros"Ansiedade" e "Rampa".

Só em 1936 passou a usar o pseudónimo que o havia de imortalizar. Desde a década de trinta até 1944, escreveu uma obra vasta e marcante, em poesia, prosa e teatro. Não oferecia livros a ninguém, não dava autógrafos ou dedicatórias, para que o leitor fosse livre ao julgar o texto. Foi várias vezes candidato a Prémio Nobel da Literatura. Ganhou vários prémios entre eles, o Grande Prémio Internacional de Poesia e em 1985 o Prémio Camões.

Com ideias que se demarcavam do salazarismo, foi preso e pensou em sair do país, mas não o fez por se sentir preso à pátria e a Trás os Montes, longe do qual seria um "cadáver a respirar". A sua poesia reflecte as apreensões, esperanças e angústias do seu tempo. Nos volumes do seu Diário, em prosa e em verso, encontramos crítica social, apontamentos de paisagem, esboço de contos, apreciações culturais e também magníficos textos da mais alta poesia. Toda a sua obra, embora multifacetada, é a expressão de um indivíduo vibrante e enternecido pelas criaturas, tremendamente ligado à sua terra natal.

Faleceu em 1995. Em 1996 foi fundado o Círculo Cultural Miguel Torga.


Fonte: http://www.truca.pt/ouro/biografias1/miguel_torga.html

terça-feira, 30 de setembro de 2014

TPC "Paulo Leminski"

Contra dúbias fés e crenças
Vivam descrentes ateus
Mas à nossa volta, imensas
Razões gritam intensas
Eis a voz, eis o Deus.

Há luz na casa jorrando
Que não cabe na sala.
Há vozes dentro soando
Que fora dizem, falando
Eis o Deus, eis a fala.

Pode não sair da sala
O Deus d'alguns de nós.
Mas que saia dela a fala
E a voz que não se cala
Mais a luz que há na voz

De, Arnaldo Ruaz

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Paulo Leminsky


Paulo Leminski nasceu em Curitiba, em 1944. Poeta de vanguarda, letrista de música popular, escritor, tradutor, professor e, pode parecer inusitado, mas ele também era faixa-preta de judô.
Mestiço de pai polaco com mãe negra, sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito: é dono de uma extensa e relevante obra.
Sua estreia como escritor foi na Revista Invenção, do grupo concretista de São Paulo em 1964, aos 18 anos de idade. Mas durante as décadas de 60, 70 e 80, ele reuniu em sua volta várias gerações de poetas, escritores e artistas. Sua casa, no bairro do Pilarzinho, virou um local de reuniões informais e até de "peregrinações". Muita gente queria ver Leminski, desde desconhecidos a famosos como Caetano Veloso.
Leminski tinha uma grande preocupação com o conteúdo de sua obra. Por uma questão de temperamento e de busca, Leminski se aventurou na poesia de vanguarda, e alguns tipos de poesia que não têm uma raiz brasileira, como os hai-kais. 
Leminski era um boêmio inveterado. Em 1989, por causa de problemas com o álcool, ele acabou falecendo. Mas sua obra continua viva e pulsante. 

Fonte: Internet - http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=152

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Concurso

XVIII Concurso de Poesia da APPACDM de Setubal 

A APPACDM de Setúbal encontra-se a promover a XVIII Edição do Concurso do seu Concurso de Poesia, subordinado ao tema “A Poesia que há em ti”, com o objectivo de estimular a actividade criadora e sensibilizar a comunidade para a problemática da deficiência mental.

A este concurso podem candidatar-se todos os cidadãos Nacionais residentes no Continente e Arquipélagos da Madeira e Açores, com idade igual ou superior a 18 anos.

A entrega dos trabalhos está a decorrer até o dia 7 de Novembro (data do correio), estes devem estar dactilografados em folhas A4 ou impressos em computador e que nunca tenham sido apresentados em anteriores concursos desta associação.

Os trabalhos devem ser enviados em três exemplares, assinados com pseudónimo para:
-Concurso de Poesia, APPACDM - Associação Portuguesa de Pais e Amigos do cidadão deficiente mental
Avª S. Francisco de Xavier lote 8  cave 2900-616 Setúbal.

Os trabalhos devem ser enviados em sobrescrito fechado, devendo no exterior constar o pseudónimo utilizado pelo concorrente. deve também ser remetido um outro sobrescrito fechado contendo no interior os elementos de identificação e os contactos desse mesmo concorrente e no exterior o seu pseudónimo

Cada concorrente só poderá participar com o máximo de três poemas

(Ver o artigo completo sobre este concurso, no jornal "Diário de Setúbal" de 08 de Setembro de 2014 - Fonte)


terça-feira, 9 de setembro de 2014

TPC "Kyrie"

Eis a voz dos que não são ouvidos
que chamam,
que murmuram,
que calam...

Eis o Deus
presente, ausente,
indiferente...

Eis a fala dos que ainda
ousam...
Para que a luz
se acenda na casas
e transborde...

No campos
Nos montes
Nos desertos
No coração dos homens
e permaneça...
Repleta de vida

De sonhos,
De esperanças,

Neste redondo mundo
onde o fim, é também
o seu início.


De, Constança Brito

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O condicionado

Início do ano lectivo

Bom dia a todos :)

Na próxima segunda feira iniciamos mais um ano de Poesia, na NOSSA Oficina.

Lá estarei ás 14:00 para vos receber para um momento de partilha poética, não se esqueçam do TPC ;)

Beijinhos grandes e até lá

Linda

Epopeia

Falámos sobre o género "Epopeia" e a título de desafio, foi solicitado aos alunos que tentassem fazer uma Epopeia com o máximo de ...