À sombra
de uma oliveira
a nudez
tomou-os nos braços
e o amor
prosseguiu seus passos.
A moçoila
abriu-se ao mancebo
e ambos comeram
azeitonas pretas
recolhidas
nos brancos seios
e nos jovens
músculos
que juntos
revolveram
a terra
e nela
criaram sulcos
em que deixaram
seus mucos.
A nudez tomou-os
nos braços.
O amor prosseguiu
seus passos
e a terra recebeu
seus traços.
De, Rui Chaves
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
TPC - Poema inspirado no tema "Amor e Paixão", baseado na leitura de poemas do escritor João Bernardino
Quis recordar o teu rosto
A suavidade dos beijos,
A ternura que sentíamos,
as alegrias trocadas,
O amor presente!
Pergunto-me porque o faço
pois é tempo acabado
sem futuro, sem nada!
Estiveste tão perto,
Estiveste tão longe!
Procurei, sem te encontrar...
Caminhei suspensa
Revisitando o passado
Revisitando os porquês
e em cada etapa
vi a mulher renascida,
apaixonada, adormecida, iludida!
Sim, vi essa mulher
somente essa mulher...
E tu, onde ficaste?
Tu que foste o amor da minha vida?
Perdi-te! sim
Perdi-te, na subtileza do desgaste
no silêncio e na mansidão dos dias
na amargura da indiferença
no deixa andar consentido...
Sim, procurei sem te encontrar
Sim, talvez por tanto querer esquecer
Me libertei de ti...
De, Constança Brito
A suavidade dos beijos,
A ternura que sentíamos,
as alegrias trocadas,
O amor presente!
Pergunto-me porque o faço
pois é tempo acabado
sem futuro, sem nada!
Estiveste tão perto,
Estiveste tão longe!
Procurei, sem te encontrar...
Caminhei suspensa
Revisitando o passado
Revisitando os porquês
e em cada etapa
vi a mulher renascida,
apaixonada, adormecida, iludida!
Sim, vi essa mulher
somente essa mulher...
E tu, onde ficaste?
Tu que foste o amor da minha vida?
Perdi-te! sim
Perdi-te, na subtileza do desgaste
no silêncio e na mansidão dos dias
na amargura da indiferença
no deixa andar consentido...
Sim, procurei sem te encontrar
Sim, talvez por tanto querer esquecer
Me libertei de ti...
De, Constança Brito
TPC - Poema inspirado no tema "Amor e Paixão", baseado na leitura de poemas do escritor João Bernardino
Paixão
O amor idealizado
É uma chama viva
Alegria sofrer resignado
Ave que não se quer cativa
O amor sublime
É ideação vivida
Vime que não se dobra
Escravidão consentida
Amor triste virtuoso
É doença de poeta
Tem artes e é manhoso
Não fere, nem chega à meta
De, Filomena Lopes
O amor idealizado
É uma chama viva
Alegria sofrer resignado
Ave que não se quer cativa
O amor sublime
É ideação vivida
Vime que não se dobra
Escravidão consentida
Amor triste virtuoso
É doença de poeta
Tem artes e é manhoso
Não fere, nem chega à meta
De, Filomena Lopes
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
TPC - Um poema para uma música
A música:
(Copiar link)
http://youtu.be/xwsYvBYZcx4
O poema:
És o meu divino vinho, o meu sagrado pão
É o meu princípio
E o meu fim
A minha inspiração
O meu preferido tema
O meu refrão
Em ti me consubstancio
Me faleço
Me reergo
A cada dia
Em ti amo
Todos os defeitos
Todas as virtudes
Amo-te mais
Que a própria vida
Porque és ela mesma
Inesgotável
A minha comida
O meu divino vinho
O meu sagrado pão
O teu corpo
Sobre uma toalha
De linho
Servido
Sorvido
Todos os dias
À minha mesa
De, Alberto Dias
(Copiar link)
http://youtu.be/xwsYvBYZcx4
O poema:
És o meu divino vinho, o meu sagrado pão
É o meu princípio
E o meu fim
A minha inspiração
O meu preferido tema
O meu refrão
Em ti me consubstancio
Me faleço
Me reergo
A cada dia
Em ti amo
Todos os defeitos
Todas as virtudes
Amo-te mais
Que a própria vida
Porque és ela mesma
Inesgotável
A minha comida
O meu divino vinho
O meu sagrado pão
O teu corpo
Sobre uma toalha
De linho
Servido
Sorvido
Todos os dias
À minha mesa
De, Alberto Dias
TPC- Um poema para uma música
A música:
(Copiar o link)
http://youtu.be/bIvJB86Zj50
O poema:
Uma espécie de dor
Um mágico por-do-sol,
Varandas da minha infância,
Telhados de zinco
As danças do vento,
Capim rasteiro
Noites de trovoada,
Queimadas no horizonte,
Alegrias de menina
Anseios de adolescente,
Ilusões de mulher,
Olhos marejados de lágrimas...
Medo presente.
Tumulto interior,
uma ânsia agreste,
revolta tardia,
gritos de dor,
gritos de agonia,
Ódios ancestrais
Corpos mutilados,
Sonhos sem forma,
tristezas sem fim,
Olhos marejados de lágrimas,
Anos passados!
Cicatrizes presentes,
Esperanças futuras,
No muito, no nada!
De, Constança Brito
(Copiar o link)
http://youtu.be/bIvJB86Zj50
O poema:
Uma espécie de dor
Um mágico por-do-sol,
Varandas da minha infância,
Telhados de zinco
As danças do vento,
Capim rasteiro
Noites de trovoada,
Queimadas no horizonte,
Alegrias de menina
Anseios de adolescente,
Ilusões de mulher,
Olhos marejados de lágrimas...
Medo presente.
Tumulto interior,
uma ânsia agreste,
revolta tardia,
gritos de dor,
gritos de agonia,
Ódios ancestrais
Corpos mutilados,
Sonhos sem forma,
tristezas sem fim,
Olhos marejados de lágrimas,
Anos passados!
Cicatrizes presentes,
Esperanças futuras,
No muito, no nada!
De, Constança Brito
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
TPC "Miguel Torga"
Eu guardo dentro de mim a liberdade de pensamento.
Ela voa solta com o vento e toca quente
num portento de glória, onde a história tem lugar.
Enquanto tiver sopro, vou ficar...e ninguém vai afastar
este meu sonho de conquista, este sonho altruísta
amarrado aos nenúfares da fantasia,
escondido do peso da hipocrisia e das ideias tormentosas
que fazem da pessoa humana um barco à deriva em alto mar.
Eu quero escrever um poema de amor!
Paralisei quando te encontrei.
E não sei porquê, dei por mim a parar em qualquer lugar,
não sei porquê...a suspirar de encantamento e ao ver-te
não te via, porque falar-te não podia.
Eras a minha fantasia.
Livre não sou,
Tu és a vida que eu não agarrei. Tu és o amor que eu sonhei
e nunca vais saber quem sou.
Livre não sou.
Dediquei-te a mocidade do tempo que já passou.
De, Anna Netto
Ela voa solta com o vento e toca quente
num portento de glória, onde a história tem lugar.
Enquanto tiver sopro, vou ficar...e ninguém vai afastar
este meu sonho de conquista, este sonho altruísta
amarrado aos nenúfares da fantasia,
escondido do peso da hipocrisia e das ideias tormentosas
que fazem da pessoa humana um barco à deriva em alto mar.
Eu quero escrever um poema de amor!
Paralisei quando te encontrei.
E não sei porquê, dei por mim a parar em qualquer lugar,
não sei porquê...a suspirar de encantamento e ao ver-te
não te via, porque falar-te não podia.
Eras a minha fantasia.
Livre não sou,
Tu és a vida que eu não agarrei. Tu és o amor que eu sonhei
e nunca vais saber quem sou.
Livre não sou.
Dediquei-te a mocidade do tempo que já passou.
De, Anna Netto
Miguel Torga
Miguel Torga nasceu em 1907 em S. Martinho de Anta,
concelho de Sabrosa Trás os Montes, aldeia onde cresceu e que o havia de marcar
para toda a vida. De nome Adolfo Correia da Rocha, adoptou o pseudónimo de Miguel
Torga (torga é o nome dado à urze campestre que sobrevive nas fragas das
montanhas, com raízes muito duras infiltradas por entre as rochas).
Depois de uma breve estadia no Porto, frequentou apenas por
um ano, o seminário em Lamego. Em 1920 partiu para o Brasil, onde foi recebido
na fazenda de um tio. Regressou depois a Portugal acompanhado do tio, que se
prontificou a custear lhe os estudos em Coimbra. Em apenas três anos fez o
curso do liceu, matriculando se a seguir na Faculdade de Medicina, onde
terminou o curso em 1933. Exerceu a profissão na terra natal, passou por
Miranda do Corvo, mas foi em Coimbra que alguns anos mais tarde acabou por se
fixar."Atordoado na meninice e escravizado na adolescência, só agora podia
renascer ao pé de cada rebento, correr a par de cada ribeiro, voar ao lado de
cada ave", pouco sociável, mitigou a solidão rodeando se de livros. Foi
logo após ter entrado para a universidade, que deu início à sua obra literária,
com os livros"Ansiedade" e "Rampa".
Só em 1936 passou a usar o pseudónimo que o havia de
imortalizar. Desde a década de trinta até 1944, escreveu uma obra vasta e
marcante, em poesia, prosa e teatro. Não oferecia livros a ninguém, não dava
autógrafos ou dedicatórias, para que o leitor fosse livre ao julgar o texto.
Foi várias vezes candidato a Prémio Nobel da Literatura. Ganhou vários prémios
entre eles, o Grande Prémio Internacional de Poesia e em 1985 o Prémio
Camões.
Com ideias que se demarcavam do salazarismo, foi preso e
pensou em sair do país, mas não o fez por se sentir preso à pátria e a Trás os
Montes, longe do qual seria um "cadáver a respirar". A sua
poesia reflecte as apreensões, esperanças e angústias do seu tempo. Nos volumes
do seu Diário, em prosa e em verso, encontramos crítica social, apontamentos de
paisagem, esboço de contos, apreciações culturais e também magníficos textos da
mais alta poesia. Toda a sua obra, embora multifacetada, é a expressão de um
indivíduo vibrante e enternecido pelas criaturas, tremendamente ligado à sua
terra natal.
Faleceu em 1995. Em 1996 foi fundado o Círculo Cultural
Miguel Torga.
Fonte: http://www.truca.pt/ouro/biografias1/miguel_torga.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Epopeia
Falámos sobre o género "Epopeia" e a título de desafio, foi solicitado aos alunos que tentassem fazer uma Epopeia com o máximo de ...
-
Falámos sobre Maria Alece Vieira e foi solicitado aos alunos que fizessem dois poemas com o mesmo tema, mas um para crianças e outro para ad...
-
Olá meus amigos, Este trabalho foi-me particularmente de dificil escolha, pois parece-me que todos os meus alunos ficaram inspirados pelo ...
-
Solicitei á turma que escolhessem uma fotografia e que escrevessem sobre a mesma. Depois de os declamarem em sala de aula, eu, aproveitand...
