terça-feira, 27 de maio de 2014

Trabalho "Êxtase"

Olá meus amigos,

Este trabalho foi-me particularmente de dificil escolha, pois parece-me que todos os meus alunos ficaram inspirados pelo poema da minha amiga Rosa Familiar "Êxtase", pertencente à antologia "Simbiose" e que gentilmente me autorizou a que o mesmo fosse "trabalhado" na nossa Oficina da Poesia.

O trabalho consistia, em que considerassem o referido poema como estando em "aberto" e que o terminassem, no entanto, que o iniciassem com o original.

Entre os que fizeram o trabalho de acordo com o solicitado, escolhi 3 que pessoalmente gostei muito :))

No entanto, quero deixar aqui os meus maiores parabéns a toda a turma, pelos trabalhos que apresentaram.

Um bem hajam!


No céu perpétuo e imaculado
Revejo o sol fugido do meu imaginário,
Solta-se o frio trémulo nos raios extasiados
E o brilho cintilante surge iluminando o meu barco.
Não posso navegar, amarrei-me ao destino,
Na terra molhada com lágrimas de solidão,
Olho o infinito, e permaneço aqui, parada,
Sufocada, mas com a esperança de voltar a navegar.

E o arrepio que me acompanha tantas vezes
abana a consciência do Céu,
aquece o sol do paraíso e num compromisso
desnuda a solidão, apontando o caminho
num brilho transparente e constante,
a remar contra o destino
e o desperdício da inteligência.
Desatando as amarras com a força
da sensibilidade e o estremecimento da atitude,
deixando para trás o náufrago afogado
na impassibilidade da apatia
muda do medo de mudança.

Voltar a navegar...Trás confiança!

Por Anna Netto


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No céu perpétuo e imaculado
Revejo o sol fugido do meu imaginário,
Solta-se o frio trémulo nos raios extasiados
E o brilho cintilante surge iluminando o meu barco.
Não posso navegar, amarrei-me ao destino,
Na terra molhada com lágrimas de solidão,
Olho o infinito, e permaneço aqui, parada,
Sufocada, mas com a esperança de voltar a navegar.

Oh mar soberbo e altaneiro
Como te admiro e anseio
Navegar sob as estrelas e o luar
Ou com o sol dourando o meu lindo barco
E meu Deus, deslumbra-me o poente
Tremendamente belo, os tons rosados
No horizonte tem tanta beleza
Que me eleva, sonho-me a bordo
Do meu barco que desliza sobre
Um trilho de prata de luar
E extasiada leva-me assim,
Num cruzeiro de feitiço sem ter fim.

Por Dª Milú


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No céu perpétuo e imaculado
Revejo o sol fugido do meu imaginário,
Solta-se o frio trémulo nos raios extasiados
E o brilho cintilante surge iluminando o meu barco.
Não posso navegar, amarrei-me ao destino,
Na terra molhada com lágrimas de solidão,
Olho o infinito, e permaneço aqui, parada,
Sufocada, mas com a esperança de voltar a navegar.

Nas águas mansas que me embalaram.
Solto as amarras que me prendem os sentidos,
E aproo o meu barco, rumo a um futuro luminoso,
Onde as minhas lágrimas, sejam fertilizante que
Alimente os campos floridos, e as margaridas se
sobreponham aos cardos.
Sinto que o sol voltará a aquecer o meu coração, a
inundar de luz o meu rosto,e uma brisa fresca me
levará ao porto seguro, onde a tristeza e a solidão,
foram banidas para todo o sempre.

Não me desprenderei do meu destino, e com ele, irei
de braço dado, percorrendo uma floresta luxuriante,
E de perfume exótico, em que só o trinado das aves,
sejam a melodia que me exulta, e os raios de sol cintilantes
que se filtram, por entre os ramos das poderosas Sequóias,
me deixem em êxtase.
Inebriada neste sonho de felicidade, desço as velas do meu
barco, e aporto para todo o sempre, neste cais imaginário.

Por António Alberto

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Poema - "A amizade"

Como te sentes tu, entre os humanos
Se humano sendo, te ignoram.
A chuva que ensopa os teus vestidos
Também a vós, vos molha…
O sol que te aquece a alma
E te dá vida
Aquece o coração de toda a gente.
A lua resplandece para todos.
As estrelas brilham no céu, sem nuvens
Isto, é um hino ao amor, à amizade!
Porque não nos damos as mãos, sendo diferente,
Porque estiolamos nós, com nossos pensamentos,
Porque não nos entregamos mais aos outros
Para que prevaleça a amizade
Que supera o amor individual
E faz realçar a lealdade…
Bela, sublime, vigorante, razão para se viver.

As diferenças podem ser ultrapassadas, se para tal
Houver muita vontade, pois só assim
Se atinge a felicidade.

Por ser tão raro encontrar
Um amigo de verdade
Não se deve desprezar
A verdadeira amizade.
Que nasce de causas puras
Que acalenta a lealdade
Não relevando sacrifício,
Se houver razão p’ra tal.

Que nos faz dar um abraço
Resolver na hora errada,
Nos mantém firmes, de pé
Ajudando p’la calada
Dando com a mão direita
Sem que a esquerda o pressinta

É um hino à amizade
Sem que a minha alma minta!


De, Célia Abreu e Delmira Viegas

terça-feira, 15 de abril de 2014

Feliz Páscoa

Quero deixar aqui, os meus votos de Feliz Páscoa para todos. Que esta seja uma época de muita paz, renovação e amizade!

Beijinhos grandes :)

Linda Neto


Feliz Páscoa! - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5


sexta-feira, 28 de março de 2014

Trabalho final do 2º período

Olá a todos,

Aproveitando os vossos belos textos/poemas/mensagens em simbiose com as fotos que lhes calharam em sorte na aula, elaborei este "pequeno" filme, declamado por mim mesma (algo novo, peço que me desculpem por algo que esteja menos bem, inclusivé o volume do final, mas este tipo de trabalho foi novo para mim e só com a prática é que melhorará :)

Espero que lhes dê tanto prazer ao ouvir, como eu tive a declamar...

Beijinhos

Linda Neto
(Fotos retiradas da Internet)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Poema - "As cordas de tocar o poema"

Através do poema
me confesso. Me mostro a mim
e a quem de mim
queira saber. Risco e traço
e discorro e formulo. E eis-me assim
em fabrico do necessário fio
do embrincar da peça. E porque assim o quero,
ali eu exposto
sem timidez que me embarace.
Nada escondo nem peço nem imponho.
O que me move são ideais de partilha
que especulando pratico.
Não trago cortinas corridas
nem fórmulas guardadas
nem partos milagrosos.
Mas também génio algum
vem pousar a rara mão
sobre a testa indefinida do nascente.
Tudo são interacções
entre o que faço e o que desejo fazer
mais a crença forte
de que tudo o que se forma
para nascer
encontra, no meio, as linhas
da sobrevivência que lhe propicia o rumo

É assim que aqui estou
partilhando o modo como, em mim,
se inicia o poema:
chegado o primeiro sinal, pego-o,
pousu-o no chão e,
com os olhos nele, caminho
em redor em procura dos materiais
de o fazer crescer,
de o vestir, de lhe dar um jeito nos contornos
e de organizar-lhe o fundo
onde deposito um lastro que o equilibre
quando, for por si,
e se a mares maiores
se quiser fazer.


João Santiago

terça-feira, 18 de março de 2014

Poema "Onde ficou a Lenda Pessoal"

Uma criança fascinada
com o mundo do espetáculo,
a todos espantou
quando alguém lhe perguntou:
-Que queres tu ser quando fores grande?
-Artista de Circo!
Perante tal determinação
e tão forte convicção
o adulto assustou-se e aconselhou:
-Não voltes a repetir tal disparate!
A criança admirou-se!
Não entendeu mas interiorizou
e quando surgiu a ocasião afirmou:
-Quero ser "mamã"!
-É isso que quero ser.

Adolescência adiante a florescer
foi realizando o sonho primitivo
Com disfarçada alegria
em segredo e em magia.
Num mundo seu privativo
imaginava o espetáculo
com teatros e cantores
e com eles convivia nessa fantasia.

Cresceu!
Foi mãe extremosa
e professora carinhosa,
concretizando sonhos
em harmonia afinados.
E aos filhos bem amados
sem descurar e com primor,
neles pôs confiança
com segurança e rigor.
No atribulado palco da vida
entregou-se à sua missão
toda alma e coração,
plena de entusiasmo e vigor!
Porque a alegria e felicidade que vêm
de dentro
resistem a qualque sofrimento!
É algo maior,
um bem supremo
que nada nem ninguém pode anular!

Afinal sempre se diz
que a verdadeira vocação
do ser humano
é ser feliz!
Pois então vejam só,
ainda a modestos palcos subiu
integrando um grupo musical
já era avó!
E assim num convívio desejado
cantou, dançou
e viveu na exuberância do seu sonho,
já na maturidade da vida
e da alma sofrida!
O que conta é o espírito
porque é perpétuo!
E a idade, essa
é fogo-fátuo!

E para terminar
hoje gosta de afirmar
sem vacilar e de pé:
-sou uma mulher de fé!


Maria de Lurdes Louro

Enquadrado nas comemorações dos 40 anos dos 25 de abril...

Partilho convosco...

http://youtu.be/6favt-Sh-_E

Epopeia

Falámos sobre o género "Epopeia" e a título de desafio, foi solicitado aos alunos que tentassem fazer uma Epopeia com o máximo de ...