quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

TPC - Sonho de criança e resposta do atual adulto a essa mesma criança...

O sonho da criança

Mas que chatice:
Todos no recreio a brincar  eu aqui
a pintar! Quem me mandou ser artista!?
Tenho tanta vontade de brincar!
Há...como eles se divertem...
Gostava tanto de ir cantar
naquela roda!
Mas...tenho de acabar estes desenhos!
Também, depois hei-de vê-los ali na parede.
Hão-de ter inveja da minha habilidade.


A resposta do adulto de hoje a essa criança

Pobre criança:
Quão ilusório foi o teu sonho.
Foram tão poucos os degraus que subiste
que nem saíste do rés-do-chão.

Aonde estão agora as tuas pinturas?
Que é feito dos desenhos que a tua
professora exibia com tanta vaidade nas
paredes da sala de aulas?
Nada ficou que te faça recordar.

Quem te inveja agora?Ninguém!...
Não foste mais que o tamanho da tua
insignificância.
Tal como a chama de uma vela se apaga ao
mínimo sopro do vento, assim foi a duração
da tua fama.
Foste o artista que morreu antes de nascer.

Por, António Alberto

domingo, 24 de janeiro de 2016

TPC - 2015 (Reflexão)

2015

Doze badaladas sonantes
Doze segundos palpitantes
Cada segundo uma imagem
Do ano 2015 em passagem

Despeço-me dele reconhecida
Pois deu-me encanto à vida
E algo saudosa suspirei
Por tudo de belo que sonhei

Frente a mim própria chorei
Pelos males que causei
Também pelo sofrimento do mundo
Que em mim entrou bem fundo

Senti especial carinho e atração
Daqueles que moraram no meu coração
Vagabundos, loucos, artistas e poetas
No meu interior em terras secretas

Mil propósitos a escrever
Os meus ideais a vencer
Teimosias perseverantes
Para alcanças metas exuberantes

E 2016 já está a expirar
Com o novo 2016 a entrar
Passado e presente em perfeito encadeamento
A vida a pulsar em mim em cada momento!

Por, Maria de Lurdes louro

domingo, 20 de dezembro de 2015

Boas festas


Desejo a todos um Santo Natal e um excelente Ano Novo, recheado de Saúde e Paz...

Linda Neto




TPC - Figura de estilo (Personificação)

A Casa velhinha de mais de 100 anos

Cheguei e vi
negligenciada a tua imagem pálida
Sem pó de arroz que dê vida
às tuas janelas cor de barro
ou calor à tua chaminé com sabor
a pão quente acabado de fazer.

Mas hoje, o fogão de ferro suporta o calor
e sofre como um osso quebradiço
que se aconchega e se espreguiça
na deliciosa festa de sabores e cheiros,
quentinho por abraçar quem chega.

As paredes de barro e areia
entrelaçadas por ripas de tabuinhas,
verticais e horizontais,
saltam orgulhosas e firmes na sua beleza feminina,
gostosa por existirem
de tão vaidosas por aperaltadas
de tão preparadas por se mostrarem belas,
há tanto tempo adormecidas
na festa de Natal.

Por, Anna Netto

TPC - Charlie Chaplin II

" Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom. Afinal o Sol faz um enorme espectáculo ao nascer e mesmo assim a maioria de nós continua dormindo"
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Passividade

Eu vejo, tanta gente sofrida
Em tristeza consumida
Carregando nas costas
Cruzes da sua vida

Vejo, tanta gente ignorada
Em miséria mergulhada
E sem destino ou morada

Eu vejo, tanta gente cansada
Perdida, vencida
Da vida vivida
Sem alvorada

Tanta gente, tão carente e esquecida!
E eu aqui, sem fazer nada
Dormindo ao sol dessa vida...

Por, Fátima Silva

domingo, 6 de dezembro de 2015

TPC - Charlie Chaplin

"Sir" Alquimista

Mestre na arte de rir
e também na de chorar
para a plateia ouvir
sentir e pensar.
Garoto de orfanato,
chegou a grande, gigantesco.
Crítico de injustiças sociais,
opressivas, globais;

Primou por actuar,
escrever, dirigir,
ensaiar, financiar, e mesmo produzir
suas filmagens,
suas teatrais imagens;
e de forma inteligente,
Mimética, engraçada,
bem evidente,
bem disfarçada,
a passar suas mensagens.

Enorme actor,
escritor, director,
músico, dançarino
para além do teatro londrino,
Artista multifacetado,
nem sempre bem amado.

No cinema mudo
apostou no graúdo,
Enfatizou a Expressão Corporal.

Alquimista mental
em busca da Pedra Filosofal...

Por, Manoel Beirão

TPC - Terrorismo

Atentado em Paris

Chegaste de repente
Instituíste o caos
Jogas no paradoxo
Não tens princípios nem fins
Matas alegria de viver
Deixas atrás de ti sofrimento e dor
Caímos no fundo da miséria humana

Dizes que és crente
Mas Deus é amor
E tu, só sabes odiar.

Por, Filomena Lopes



Violência doméstica

No dia a seguir ao casamento
O homem, ainda um pouco embriagado,
Chama a sua mulher recém-casada
E fala-lhe sobre as regras do comportamento.

Ouve, a minha esposa amada,
Nós vamos ter a vida cheia de felicidade,
Mas eu te digo, para estares informada,
Que não admito qualquer frivolidade.

Quando eu chego a casa, e me abres a porta,
Tens de olhar muito atentamente
Como eu tenho o meu chapéu posto
Para que as tuas ações sejam adequadas ao momento.

Se o chapéu estiver empurrado até à nuca,
Significa que estou bem humorado,
Podes me dar o abraço e beijo, mas nunca
Me venhas perguntar o motivo do meu estado.

Se o chapéu estiver inclinado para o lado
Significa que estou com má disposição,
Então, não estejas à espera da minha ação,
Põe logo toda a comida na mesa
E retira-te para eu não ficar chateado
E, sem querer, não magoar a minha linda princesa.

Se,.. Mas a jovem esposa interrompeu,
Olha, o meu marido amado,
Digo-te para que estejas bem informado,
Se eu te abrir a porta tendo na mão
A minha frigideira bem pesada,
Significa que estou-me nas tintas completamente
Para a posição do teu chapéu.
Tens de tira-lo imediatamente,
Cumprimentar-me calorosamente,
E ir ao teu quarto mais rapidamente possível.
Tenho aqui a minha bela frigideira
É melhor não pensares em fazer alguma asneira
Nem a sério, nem por brincadeira.
Espero que me casei com um homem compreensível.

Por, Irina

Epopeia

Falámos sobre o género "Epopeia" e a título de desafio, foi solicitado aos alunos que tentassem fazer uma Epopeia com o máximo de ...